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italia-carro-01

(Hoje começo uma nova série aqui no blog, em que vou escrever crônicas sobre minha viagem de carro pela Itália.)

Talvez a primeira imagem que lhe venha à cabeça quando ouve Itália seja o Coliseu, ou pizza… na minha já foi assim. Hoje quando ouço essa palavra me lembro do azul do Mediterrâneo, do sabor do sorvete e as curvas feitas pelo Cinquecento, querido companheiro de viagem por um dos países mais lindos do mundo.

Roma é o destino mais obvio (e tem seus motivos, já que é uma cidade obrigatória para quem gosta de viagem, arte e história), mas eu a deixei por último, como a cereja bo bolo, talvez. Desembarcamos em Fulmicino (aeroporto internacional próximo a Roma), pedimos um Cinquecento (não, não servia outro, queríamos a viagem ao melhor estilo italiano) e caimos na estrada com um GPS emprestado e muita coragem. Primeiro destino: Pompeia.

Chegamos em Pompeia bem tarde, mas como era sábado, a noite começava para os locais. Saimos para comer a primeira pizza italiana da vida e encontrar uma cidade típica de interior, com jovens andando pra lá e pra cá, muita movimentação na praça principal e em torno da igreja. As ruas estrreitas se enchiam de carros, evidenciando a paixão italiana pela máquinas. Talvez muito diferente do que eu poderia imaginar, na minha primeira impressão, a Itália se parecia muito com o Brasil.

No dia seguinte, a viagem realmente começou, era hora descobrir o parque arquológico de Pompeia, onde ficam as ruinas da cidade que um dia existiu e foi derrotada pelo vulcão Vesúvio em 79 d.C.

Pompeia, a 20Km de Napóles, era uma cidade importante do Império Romano, tendo sobrevivido a erupções anteriores do Vesúvio e também a terremotos. Pode-se dizer que a cidade já havia sido reconstruída algumas vezes. Porém a erupção de 79 foi devastadora e até hoje há discussões se o que dizimou a população foram as cinzas do vulcão ou o calor intenso provocado por ele.

Verdade é que desde 1748, quando foi reencontrada e começou-se a escavar e estudar suas ruínas,  foram encontradas construções e obejtos preservados pela solidificação da lava do vulcão. Quando se passeia pelas ruinas, podemos entrar no que um dia foram casas, lojas e templos da cidade. Há, inclusive um termas quase intacto, onde se pode entrar e conhecer um pouco mais o costume dos banhos termais da sociedade romana do primeiro século.

Mas duas construções se destacam, os anfiteatros. Símbolos da cultura da época, são quase que portas para um passado remoto. Era minha primeira vez na Europa, nunca tinha me deparado com algo tão antigo. Lembro de me sentar na grama no meio de um dos anfiteatros e ficar fazendo contas de quantos dias já haviam se passado desde que o último gladiador morreu ali.

(Continua…)

Ruins of Pompeii
Ruins of Pompeii
Ruins of Pompeii
Ruins of Pompeii
Ruins of Pompeii
Ruins of Pompeii
Ruins of Pompeii
Ruins of Pompeii
Ruins of Pompeii
Ruins of Pompeii
Ruins of Pompeii

Jornalista, escritora, fotógrafa e viajante (quase) profissional com mais de 20 países no currículo. Ama um avião, mas ainda mais solos diferentes, pessoas diferentes e comidas diferentes.